Um fato revoltante, uma marca desses tempos patéticos, habitados por pessoas ridículas: A verdade está sendo esquecida, a mentira, a polêmica e a zoeira que importam hoje. - ouvi isso mais de uma vez, nos últimos anos, e concordo mais e mais.
Um acontecimento banal, mas deveras irritante, recente me convenceu em definitivo disso.
Um evento, devidamente registrado aqui nesta tranqueira, ocorrido há uns anos no bar favorito desse sujeito, foi totalmente distorcido e transformado. Foi a ocasião em que, para ganhar a simpatia de uma bela moça que era nova no bar, elogiei o grupo do qual ela colocou um música na juquebox do estabelecimento. Ocorre que eu não aprecio tal grupo, apenas umas poucas criações. Um dos frequentadores (e um amigo de verdade e com senso de limites e de ridículo) flagrou a cena e passou a me zoar e contou para os demais de nossa turma. Levei na boa, brinquei, disse que por uma mulher bonita ouço qualquer porcaria.
Pois eis que recentemente outro frequentador do bar distorceu a banal história e espalhou que eu disse para a tal moça que gostava de outro grupo, um que abomino, não consigo ouvir um acorde, tentando me ridicularizar por isso, como se fosse um grave segredo que ele revelou ao mundo. E por que o tipinho fez isso? Apenas pelo prazer de irritar outro sujeito e contar uma lorota com ar de superioridade. De nada adiantou eu negar e dizer que eu, o protagonista do evento, sei exatamente como foi!!
Não, o que importa é a zoeira, não importa quão idiota ou absurda soe.
Sim caros leitores, as pessoas são assim, principalmente em bares, sob efeito do álcool; mas é incomodo como elas não põem mais limites em nada e ajem de maneira histérica quando expomos seu ridículo.
Minha já elevada misantropia aumenta mais e mais por causa de situações como essa; a vontade de levar essas situações às vias de fato e se isolar pra sempre da patética humanidade aumenta na mesma proporção.
Saudações canalhas, cafajestes e cheias de raiva
