Um amigo meu de muitos e muitos anos, parceiro de muitas noitadas, beberagens, aventuras juvenis, enfrentou pela segunda vez a desdita de uma separação tensa e triste; esta particularmente sofrida, pois seu primeiro matrimônio, que contraiu muito jovem, começou fadado ao fracasso e ao sofrimento. Já esta relação durou mais de vinte anos e por boa parte desse tempo foi, segundo o próprio, feliz e o completava. Mas, tudo acaba um dia... O amor se foi, a felicidade se escafedeu, o respeito mútuo foi para a merda e lá se viu ele separado, amargo, infeliz.
Ao me dar a notícia, ele disse que queria e precisava conversar, tomar uma cerveja etc. Disse que faríamos isso assim que possível.
Pois poucas semanas depois ele manda mensagem, em plena sexta-feira, depois da meia-noite, dizendo que estava em uma casa noturna que frequentamos em anos muito recuados no tempo, com outro grande amigo nosso, cuja amizade também provém de décadas. Ele praticamente exigiu minha presença, já que o referido local é perto de minha residência e fazia uns 15 anos, no mínimo, que não nos encontrávamos os três.
Ponderei. Como estava em casa, à toa, e minha dama e companhia principal viria a minha casa, para um final de semana a dois, somente no final da tarde do dia seguinte, me vesti e fui.
Bem, caros leitores, tentem imaginar três cinquentões, todos divorciados há anos, curtidos e castigados pela vida e pelo tempo, amargos e meio bêbados se encontrando para conversar... Esse encontro rendeu assunto para pelo menos umas três postagens aqui nessa tranqueira. Esta é apenas a introdução, então, não deixem de acompanhar os próximos capítulos, respeitável público!
Saudações canalhas e cafajestes

