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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - VI

   "As mulheres precisam entender que após o amor, isto é, após o ato do amor físico, somente os cães ficam grudados. Os humanos precisam de espaço. E quando o dito"amor de verdade" acaba,  aí, grudar para resgatar algo que já acabou, 'ficar juntinhos', 'resgatar as coisas boas do passado' e asneiras desse tipo são uma burrada que piora tudo." Do mesmo amigo canalha que fez a perfeita análise fonológica de BUCETA.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mais uma homenagem ao órgão feminino

Conheço o poema abaixo há mais de um ano.É uma ode à genitália feminina como tem de ser: bem-feita mas simples, direta e repete o lindo som até inebriar o leitor.


Poema da buceta

Para Leônidas Pellegrini, il miglior fabbro.



Com o perdão da palavra,
eu gosto mesmo é de buceta.
Há palavras que não se encaixam
no verso ou na prosa,
mas buceta se encaixa,
buceta é gostosa.

Buceta é uma beleza,
buceta é a palavra mais linda
da língua portuguesa,
buceta é a coisa mais bonita do mundo.

O que seria de mim sem ela?
Nem sequer eu nasceria.
Buceta, via de regra, é a via.
A via estreita.
Somos todos filhos da buceta.

Sou um bucetófilo,
com o perdão da palavra.
A palavra é feia,
mas a buceta, não.
A buceta é bela.
O que seria de mim sem ela?

Repetirei tanto a palavra buceta
que você vai se acostumar.
Pois até mesmo as garotas mais recatadas,
de boca limpa e pensamentos sérios,
têm buceta.
Até mesmo os homens mais cheios de siso,
para quem a palavra buceta não deve entrar no poema,
vieram da buça.

De menino, sou da buceta.
A buceta me intriga
desde os tempos imemoriais.
Não se passou uma hora em minha vida
sem pensamentos de buceta.
A buceta é meu princípio, meu fim:
eu me acabo na buceta.

Por isso eu falo, por isso eu penso,
por isso eu canto: bu-ce-ta.
Nunca mais direi uma frase
que não inclua a palavra buceta.
A ela renderei todos os meus sins,
todos os meus ais, todas minhas odes.
Com a buceta ninguém pode.
(Disse.)

Buceta é outra civilização,
vou-me embora pra buceta.
Todas as coisas, meu amigo,
são bucetas disfarçadas.
O pinto, esse ridículo,
não passa de um ensaio,
muito mal-feito, aliás.

A buceta, não: a buceta é sutil,
pertence ao lado de dentro,
delicada como um lírio de carne,
um tamarindo fêmea,
uma usina de pêlos e músculos,
como é linda a buceta.

Irmã da boca, caminho das mãos, amiga do peito,
senhora dos meus pensamentos,
com o perdão da palavra,
eu te amo, buceta.

fonte: Blog do Briguet (http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2005/02/02/poema-da-buceta)

sábado, 2 de janeiro de 2010

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - V

Porque BUCETA é a mais bela palavra da língua portuguesa

BU é uma sílaba que se expande, que se espalha pela boca afora, como os lindos lábios vaginais de uma xana excitada, entumescidos, querendo capturar o mundo a seu redor; o CE traz para perto de quem fala, como se a xota agora lhe pertencesse e o TA é uma onomatopéia, que representa o som do macho que apanha a mulher em suas mãos e dá um belo 'ta' no órgão sexual dela usando o seu...  
( Feito juntamente com um amigo canalha, enquanto falávamos de mulheres, claro)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - III e IV

"Sabe por que a mulherada passou a zuar tanto, a fazer tanta putaria quanto os homens? Não foi só porque gostamos de sacanagem tanto quanto vocês homens, também nos cansamos e nos revoltamos, os homens não merecem que a mulher com que se casam seja virgem, vocês não merecem a pureza".

De uma colega de profissão, direta e perspicaz.

Para equilibrar, uma reflexão masculina e chauvinista:

" Por que um cara de 32 anos tem de pagar pelas decisões erradas de um de 24? Por que ele é obrigado a aguentar aquilo que o de 24 impôs?" - Claro que ambos são o mesmo sujeito, mas o 32,  lacerado e curtido pelas porradas da vida, não mais se reconhece no rapaz tonto e apaixonado de 24, que claro, se casou com a mulher amada e agora paga o preço.

De um grande amigo canalha, já citado antes.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Post inútil, fútil e curto

Não há nada como uma noite na Augusta ( entendam como quiser). 

Na noite de São Paulo, um som, e não é um gemido de prazer

O tema dessa postagem não é a vida mundana noturna, não é a putaria, é um mistério que perturba este sujeitinho há anos: faz muito tempo que ouço, durante a noite, principalmente quando é madrugada, estrondos e sons de explosões no Bixiga , arredores da Paulista, ruas próximas à Augusta, entorno da Consolação, onde   circulo, peregrino, mergulho e me acabo  com mais assiduidade . Nunca presenciei nada ou soube de algo que explicasse essas quase alucinações sonoras, sons pesados, ribombando pela noite e pela minha imaginação hipertrofiada, como se prédios fossem postos abaixo. Porém, quando o dia chega( moro no Bexiga) nada: nenhuma notícia de que o mundo está desabando, nenhuma vizinha evangélica histérica com a queda de um edifício inteiro, nada que dissipe a sugestão de que estou de fato pirando. Alguém sabe do que se trata ou tem uma especulação? Mais um mistério de São Paulo que assim deve permanecer, para essa metrópole maluca ser o que é? Se alguém tiver respostas ou querer dividir suas especulações,   meus agradecimentos.
Ah, acabou de soar mais uma dessas explosões...