Este sujeitinho que vos escreve já tinha rascunhado a parte 2 do relato do encontro dos três amigos - vulgos três tenores bêbados na noite paulistana - mas foi forçado a adiar a publicação do texto por uma semana, dado o diálogo que teve, via telefone, esta semana, com sua dama favorita e que ele percebeu de imediato, tinha de ser aqui registrado.
Estávamos numa conversa animada, cheia de insinuações, brincadeiras e gracejos, típica de um casal; eis que em dado momento ela disse algo em tom meio de brincadeira, fingindo seriedade, eu meio que fingi que não levei a sério, meio fingi ficar bravo (quem já esteve em um relacionamento de verdade entendeu perfeitamente essa descrição). Ela não titubeou e disparou:
"Vocês homens são uns tontos, acreditam ou ficam encucados com em tudo que as mulheres falam."
No que respondi:
"Tá muito sabida sobre os homens para quem se diz uma mulher decente e pacata. Você na verdade é uma safada!"
A resposta:
"Não sou safada, sou apenas informada."
Caros leitores, o tom com que ela proferiu esta última frase foi a epítome da sagacidade, dubiedade, em suma de toda a habilidade feminina de deixar um homem perturbado, encucado e na dúvida irresolvível se ela estava apenas brincando com minha condição de homem (ser inferior a ela, sempre) ou realmente me enganando...
Às eventuais leitoras desta tranqueira:
Vocês sempre são mais espertas do que nós e sempre nos deixam atarantados, fascinados e perturbados.
Saudações canalhas e cafajestes

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