Como prometido e anunciado, segue a continuação do relato dos três amigos que se encontraram após longo tempo.
Esta parte se centrará no rumo que a conversa tomou a partir de certo momento, a saber, nós três passamos a nos lamentar sobre agressividade, para não dizer ódio, que parte do mundo atual dirige a seres desprezíveis como nós, que ousam viver sem nos submetermos à mediocridade politicamente correta, às patrulhas ideológicas lacradoras insuportáveis que a tudo, tudo, tudo julgam, apontam o dedo e acusam, que ousamos tentarmos ser racionais em meio a uma verdadeira psicose coletiva!
Mas sobre o que exatamente nos queixávamos? Primeiro, que dois de nós (não indicarei quem, para não dar pista alguma de nossas identidades) estamos nos relacionando com mulheres bem mais jovens que nós, com praticamente metade de nossa idade. Ambas essas mulheres já eram maiores de idade, independentes e vacinadas quando começaram esses relacionamentos, mas somos acusados de sermos praticamente pedófilos, canalhas da pior espécie, abusadores de mocinhas inocentes (já fomos chamados assim, acreditem; um de nós foi excluído de um grupo de pesquisa acadêmica por isso!).
Outra queixa que destilamos, enquanto a música rolava naquela casa noturna decadente e as cervejas eram esvaziadas: a hostilidade aberta de pessoas queridas por nós, todas jovens - filha(o), sobrinha(s/os), que, inclusive pelo motivo citado acima, mas não só, não cessam de nos chamar de velhos reacionários, machistas (este termo virou um mantra na boca da garotada; confesso que já me chamaram disso com alegações tão insanas e imbecis para tal que, hoje, dependendo do(a) demente que dirige essa pecha a mim, assumo com certo orgulho!)
Em nossa defesa, afirmo categoricamente: nenhum de nós é um machista, pelo menos consciente. Sabemos que recebemos uma educação que propaga essa ideia, mas tanto eu quanto os outros dois tentamos, com grande sucesso, extirpá-la de nós mesmos e respeitar mulheres, como muitas reconhecem (como já relatei aqui, já me relacionei, inclusive a sério, com feministas ativistas e convictas. O que vocês acham? Que eram umas coitadinhas inocentes que foram enganadas por este monstro??) Mas um bando de malucas e doidos da geração Z decidiram que nada disso escrito acima é verdade e ai de nós por discordarmos!
Esta postagem soa a choradeira de tiozão oprimido que não consegue aceitar as mudanças do mundo e gostaria que tudo continuasse como antes, quando tinha seus tais 'privilégios'? Pode ser. Se ficou incomodado(a), é só não acessar mais essa tranqueira!
Saudações canalhas e cafajestes

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