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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Postagem curta, direta, porca e chauvinista

Por absoluta falta de acontecimentos vividos e/ou vistos, pelo motivo arquióbvio e já explicado antes, esta postagem consiste em mais uma pérola de canalhice de Charlie Harper, extraída do seriado em que ele brilha:

"Quanto mais inteligente é a mulher, mais difícil se livrar dela"

Saudações canalhas e cafajestes

domingo, 10 de maio de 2020

Alex B ataca de crítico literário( Na verdade, não é bem isso...)


Tenho opiniões e reações contrastantes para com a obra de Charles Bukowski: sua escrita é plena de energia, convicção e entrega, ele é conhecido como um dos escritores nos quais o clichê 'obra é registro/recriação do que viveu'  mais se encaixa corretamente; porém também é conhecido por uma escrita desleixada, mal-acabada de propósito, exagerada. Domar a criatura que sai da mente após o jorro criador, rever o que foi registrado no papel antes da publicação era algo abominável para ele e seus fãs, o texto deveria vir ao mundo(leitores), exatamente como gerado, o 'velho safado', portanto, era de todo fiel ao pior aspecto do Romantismo.     
E essa a causa de minha ambiguidade para essa obra longa e tão desigual: ao mesmo tempo que me emocionei, ri e refleti, lendo seus relatos crus, excessivos e brutos, muito também me irritei com as frases de efeitos vazias e muitas vezes ridículas, com a narrativa sem fio condutor claro, pontuada por observações desconexas, enfim com a escrita sem nenhum cuidado. A poesia é um terreno ainda mais grave: muitos estudiosos e admiradores da obra do 'velho Buk' no exterior preferem sua poesia a sua prosa. Aqui nestas plagas, parece ocorrer o contrário: seus romances e coletâneas de contos tiveram melhor acolhida, sendo publicados desde os anos 80, enquanto traduções da poesia só começaram a circular no Brasil da primeira década deste século para cá e muitos leitores brasileiros realmente preferem a prosa. No meu caso, li uma fração de sua poesia e foi uma jornada árdua chegar à última página (soa a poemetos de adolescente que acha ter descoberto o sentido do universo  por ter dado a primeira trepada em meio a uma bebedeira e coisas do gênero). Fato é que ele tem público cativo no país, é publicado aqui há décadas e é um ídolo de escritores e aspirantes a tal que posam de 'malditos', 'marginais', 'rebeldes' e outros termos que já se tornaram, no depressivo meio artístico/cultural brasileiro, nada mais que pura marquetagem.   
Os poucos leitores que acompanham esta tranqueira já devem ter se perguntado, ao chegar a este parágrafo: tá faltando assunto mesmo, hein, Alex B? Não tem mais nada a contar sobre vida noturna, mulherio, beberagens,etc, por conta do isolamento e resolve enganar escrevendo resenhinha barata sobre um escritor cuja obra toda versa sobre esses temas? Não exatamente, meus caros. Enquanto divagava pelas minhas estantes de livros, esperando ansioso que a divina Calíope me abençoasse com uma livre associação de ideias que levasse a um texto para esta tranqueira, topei com os livros de Bukowski, há muito recebendo impassíveis camada após camada geológica de poeira e súbito lembrei de sua fauna de cultuadores que povoa determinadas partes do Centro de São Paulo. Em seguida, veio à mente uma conversa sobre esses tipos, que tive com uma grande amiga e voilà!!  A próxima postagem do Noites Cafajestes surgia em minha combalida mente.
Ocorre que já há vários viceja uma subcultura de boêmios, bêbados, aspirantes a escritor (ou que já o são, ou acham que são escritores de fato - esses são os piores), em certas partes do Centro, cujo ídolo, guia, mestre é o próprio escritor bebum supracitado. Essa fauna pulula e prospera principalmente  nos bares da Praça Roosevelt (sim, estou me referindo aos bares frequentados pela turma do teatro, artistas, 'alternativos' - outra palavra que caiu no ridículo há décadas e que ainda tem gente neste paíszinho medievo que leva a sério), bares do dito Baixo Augusta e adjacências. Pois bem, essa grande amiga, que como eu reside no Centro, em suas incursões noturnas, em busca de bebida e companhia (não necessariamente nessa ordem), topou mais de uma vez com exemplares masculinos dessa fauna(embora não seja formada só por homens: o 'velho safado' tem muitas leitoras brasileiras, incluindo uma escritora tão ruim quanto, que por um bom tempo posou de Bukowski de saias dessa região), que vinham com um papo pseudo-cabeça 'radical' e 'rebelde' para se mostrarem interessantes e assim angariar os favores dela; porém, esperta como é, não demorou a sacar quão falsa e artificial, estudada, era essa persona e logo criou uma curta e mortífera sequência de perguntas para demolir os tipinhos - segundo ela, alguns se apresentarem afirmando com todas as letras: 'sou o Bukowski do Centro'(!!!!!). 
Conta ela que olhava docemente nos olhos do rapaz, estudava sua aparência, a barba hipster cheirosa e bem aparada num dos salões da moda da moda da rua Augusta, o sapato e a jaqueta de couro gastos e ainda usados para dar um ar de 'marginal' e 'rebelde', em contraste com a camisa limpa e passada e então disparava o raio desintegrador:
- Vem cá, você tem uma pia de cozinha repleta de louça para lavar e transbordando de líquido gorduroso e mal-cheiroso? Mora em uma quitinete minúscula e toda bagunçada? Já teve de encarar um trabalho degradante, para conseguir pagar o aluguel dessa quitinete? Mesmo quando faltava grana para comer, não deixava de escrever um poema?
Caros leitores, a descrição das reações desses artistas malditos de butique, ao serem desmascarados com tamanha agudeza, é hilária. Deixo esse elemento da narrativa a ser composto por vocês, só conto que segundo ela alguns desses sujeitos pareciam prestes a cair no choro e sair aos gritos do bar chamando pela mamãe!!!
Bem, tarefa cumprida: um texto que ao fim tratou de vida boêmia, canalhice, a infinita mediocridade da espécie humana e das desventuras do Centro de São Paulo, temas centrais e perenes desta tranqueira.
Saudações canalhas e cafajestes  

domingo, 3 de maio de 2020

Reflexão - curta, direta e seca


O Homem pode ser dedicado, incansável, companheiro por um dia inteiro, uma semana inteira; basta um único deslize, uma única fala infeliz, na cama, ou em um momento de intimidade e tudo isso é esquecido e pulverizado em único instante por um golpe devastador feito pela mulher.

domingo, 26 de abril de 2020

Pensamento lapidar de um canalha exemplar



Como informado aos leitores desta tranqueira, este blog passa por um recesso de postagens baseadas em fatos vividos ou testemunhados por este escriba, dado que ele continua seguindo o confinamento e todos (eu repito: todos) os locais de vida noturna, boêmia, beberagem  e música, centros de devassidão, etc, que ele frequentava continuam fechados. E tanto o escriba quanto suas eventuais companhias femininas, apesar das tentações e desejos e de trocarem telefonemas repletos de baixarias, seguem sem se encontrar (decididamente, caros leitores, homens não pensam somente com 'a cabeça de baixo').
Assim, para manter a frequência de publicações do blog (algo necessário e bem-vindo nesse momento, tanto para vocês leitores - suponho - quanto para o escriba), passei a revirar anotações em pedaços de papel jogados pelos cantos da minha biblioteca/escritório, em busca de alguma anotação/ideia/rascunho esquecido, contatei amigos e solicitei que relatassem algo recente, anterior ao maldito confinamento, para ser transformado em postagem do blog (a da semana anterior foi resultado disso. Meus excelsos agradecimentos ao amigo que contribuiu). Por fim, apelei para a reprise particular que estou fazendo todo fim de noite, a insuperável série Two and Half Men(mas somente da primeira temporada à primeira metade da oitava; daí em diante, ignorem com todo desprezo possível!), e escolhi algumas frases lapidares do protagonista, o imortal, a lenda,  o mito Charlie Harper, para rechear algumas postagens. Sim, não é a ação mais correta e elogiosa para se manter o blog ativo (apelar para frases prontas de outro canalha, ainda que este seja O CANALHA!!!), mas é o que tem pro momento. Então, sem mais delongas e lamentações, vamos à pérola de mau caratismo:

Alan (o irmão pateta,burro, roda presa e reprimido de Charlie):
- Sempre achei que uma única mulher me completaria.
Charlie - canalha e afiado como sempre:
-  Isso é papo de esposas feias,velhas e mal-amadas para proteger seus interesses!           

Saudações canalhas e cafajestes

domingo, 19 de abril de 2020

Mais glorioso, impossível

Ele já passara dos cinquenta e os anos vindouros prometiam o oposto daquilo que os sonhos dourados da juventude - tão distantes, tão esmaecidos, tão esquecidos - faziam brilhar em seus olhos, pois assim que cometera o irremediável e abismal erro de ingressar na vida adulta, ou seja, tornar-se um homem decente aos olhos da sociedade - casamento cristão na igreja, família tradicional, filhos, carro, prestação da casa própria, emprego com horário para entrar e sair, vida programada até o túmulo - procurou com a volúpia dos homens desesperados reparar algo que não pode ser mais reparado de fato.
Ele tentava resgatar a juventude perdida e nunca mais recuperada por meio dos recursos usuais que  todos os homens que cometeram esse erro fatal lançam mão. Boêmia, mulheres pagas, amantes, jogatina, tentava equilibrar-se entre uma vida familiar cada vez mais pesada e insuportável e os apelos desses prazeres que tinham se tornado não mais que anestesias para calar sua própria consciência, sempre a lhe acusar de ter fodido a própria vida e não ter ninguém a culpar além de sua desprezível pessoa.
E assim os anos foram passando nesse equilíbrio  cada vez mais tênue, sua vida dupla cada vez mais evidente para sua mulher, que mesmo educada(leia-se deformada) para ser rainha do lar, mãe e esposa submissa, cada vez menos suportava as noites passadas a sós, os aromas mais que suspeitos que cercavam seu marido como uma névoa, quando este ressurgia, os fins de semana em que ele, de ressaca, mal dava alguma atenção aos filhos, que logo crescidos, passaram a responder com a mesma indiferença.
Mas nada disso parecia abalá-lo, mais e mais mergulhando na libertinagem, jogatina, boêmia, na boa e velha esbórnia que parecia ser tudo que lhe restava. E quanto mais a vida familiar se tornava deletéria, mais na decadência ele mergulhava. O irresistível charme da degeneração moral, da putaria barata, do inferninho esfumaçado, como ignorar? 
Até o dia em que tanto desregramento cobrou seu preço e ele teve a mais gloriosa morte que um canalha, bebum e mulherengo poderia ter.
Um infarto fulminante, em um hotel barato, ao lado de uma puta vulgar, uma garrafa de gim em suas mãos manchadas de nicotina.
Tudo isso, incluindo a cena da morte, me foi relatado por um parente próximo do falecido e velho amigo meu que, por meio desse relato, estreia como colaborador desta tranqueira. Ele, o parente, foi incumbido de manter as aparências, apagar as evidências da vida putanheira do sujeito e garantir que durante velório e sepultamento esse lado 'sujo' não viesse à tona.  

Convenhamos, caros leitores, há outra morte a que um canalha e cafajeste pode aspirar?

domingo, 12 de abril de 2020

Sabedoria suprema em poucas palavras

Homem que nunca ficou com a mandíbula dura, dolorida, de tanto chupar, cair de boca na deliciosa genitália feminina - e que, principalmente, não passou por isso muitas e muitas vezes - não é homem de verdade.
E tenho dito!

Saudações canalhas e cafajestes 

segunda-feira, 6 de abril de 2020

A eterna sabedoria dos gregos antigos


Como informado na penúltima postagem, o escriba desta tranqueira também se encontra em isolamento social, sendo assim, as próximas postagens serão citações, pensatas e frases de grande pensadores da canalhice e sábios em geral, colhidas durante a reclusão, uma vez que para haver relatos de canalhices e cafajestagens é necessário vivê-las no mundo exterior, o que é deveras difícil neste momento. Este sujeitinho agrade a compreensão dos benignos leitores e inicia essa nova - e esperemos, breve! - fase mais reflexiva e contemplativa do blog com uma peça de sabedoria do mais sábio dos povos, os pais culturais do Ocidente, citada em uma obra de Medeiros e Albuquerque, um dos maiores e mais subestimados escritores de nossas letras: 
"Aquele sábio grego que falava contra o casamento tinha bem razão ao dizer que, quando alguém se casa com mulher bonita, os outros também a querem; quando se casa com mulher feia, é o marido o primeiro a desgostar-se..."

Uma reflexão a respeito dessa peça exemplar caros leitores, que vale para ambos os sexos (não sejamos chauvinistas muito menos machistas): se casar-se com uma pessoa bonita  gera tantos desgostos quanto casar-se com uma pessoa pouco ou nada dotada de belos traços e corpo, então o ideal é...jamais se casar!!!

Saudações canalhas e cafajestes