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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Quem sai na chuva é para se molhar, quem sai com alguém com os hormônios em brasa é para...

O colaborador-mor desta tranqueira foi convidado pela mocinha com a qual viveu, no último ano e meio, noites épicas (todas aqui registradas, claro), a acompanhar a última parada lgbta de São Paulo, há alguns dias (se algum leitor pensou algo estúpido ou malicioso, teve pensamentos adolescentes e/ou preconceituosos, trate de rever seus conceitos e se atualizar! A parada gay, já há anos, se tornou uma verdadeira balada a céu aberto, uma festa, zoeira, e muitos heterossexuais lá vão em busca de companhia também hétero e segundo vários relatos, se dão bem muitas vezes). 

O convite foi deveras atrativo porque além de desfrutar mais uma vez da companhia da dama, esta anunciou que uma amiga dela, lésbica assumida e convicta, iria com eles. Claro que meu amigo, canalha extremo que é, já imaginou convencer ambas a um belo ménage, embora antevisse que isso exigiria muito de sua lábia. Assim, animado e cheio de disposição para uma possível aventura sexual, lá foi ele.

Vamos pular o passeio em si, os três acompanhando o desfile. A amiga foi bastante simpática e educada, o canalha foi discreto e sem pressa, avaliou a dinâmica da amizade e nível de intimidade entre sua ficante e a outra moça antes de tentar outra coisa, mas eis que o maldito acaso, os imprevistos acabaram com seus planos: um telefonema desesperado  implorava que ele fosse fazer um plantão no seu emprego em pleno começo de noite de domingo... Ele tentou escapulir, mas como era o único profissional disponível naquele momento (e de longe, o melhor da equipe), não houve saída: deixou as duas e, entre desconsolado e puto, foi cumprir seu dever profissional.

Poucas horas mais tarde, seu telefone celular toca: a mocinha está do outro lado da linha, toda aflita. Após a dispersão da parada pararam em um bar, tomaram umas e sua amiga, até então recatada e discreta, pôs-se a se insinuar e assediar, deixando claro que há tempos desejava um intercurso sexual com ela!

Assustada, desviou-se como pôde e assim que a amiga assanhada foi ao banheiro ligou para meu amigo, que entre divertindo-se com a situação, imaginando desdobramentos e chegando a conclusões(a principal: a garota lésbica aproveitou que ele teve de sair de cena e preparou o bote, ou seja, nada de homem numa eventual transa!), não se fez de rogado ou se sentiu diminuído. Disparou para sua ficante:

"Ela faz seu tipo?"

"Sóbria, não!"

Esse diálogo  é tão impagável e desconcertante que nada mais precisa ser relatado, a história e a postagem se encerram aqui.

Saudações canalhas e cafajestes    

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Pérola de sabedoria

"Usar uber é bem mais barato e dá menos trabalho que manter um carro próprio; transar com uma puta, de vez em quando, é bem mais barato e dá menos trabalho que manter uma esposa."

Uma joia de sagacidade, enviada pelo Azarão, do blog A Marreta do Azarão, leitor fiel desta tranqueira e agora colaborador dela, que enviou esta pensata - que qualquer homem com um pouco de vivência sabe e experimentou muito bem! - via comentários. 

Como ele comentou, poderia fazer parte da seção Pensamentos... mas só não entrou nesta por ter sido vista pichada em um muro, o que não diminui nada sua grandeza, tanto que foi aceita.

Saudações canalhas e cafajestes  

 

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Putanheiro na saúde... e na doença!

 O colaborador-mor desta tranqueira, devido a uma contingência de sua profissão, entrou em contato com fluidos de um doente de covid (em termos mais claros: o infeliz que ele atendia, diagnosticado com a maldita doença, espirrou em sua cara). 

Possesso, irritado ao extremo, assim que deixou o trabalho, homem consciente que é e ainda por cima arrimo de família, não titubeou: chegou a sua casa, mandou todos ficarem bem longe, fez uma mala com roupas, objetos pessoais, laptop e se mandou para um hotel, seu plano ficar uma semana lá isolado, até que a possível contaminação se escafedesse de seu organismo.

Putanheiro por natureza, escolheu rapidamente e sem vacilações o refúgio: o hotel Lido Plaza, o grande Lidão, alcova favorita dos canalhas, cafajestes e putanheiros de São Paulo quando vão se encontrar com alguma dama para sexo pago ou grátis (bem, este na verdade não existe, mas isso é assunto para outras postagens) e querem desfrutar dos favores sexuais dela em um local seguro e de nível.

Lá passou os dois primeiros dias sem que tédio ou solidão o afligissem, entretido com música e filmes, mas ao fim do segundo dia decidiu verificar sua real condição clínica, quanto a ser hospedeiro do famigerado coronavírus: foi à farmácia mais próxima, adquiriu um autoteste, o realizou e voilà! Negativo. Ele poderia muito bem retornar ao lar, mas os eflúvios e energias que impregnam o templo da putaria o influenciaram e a ideia maligna se apossou de seu corpo e mente.

Sacou do celular e retomou conversa com uma moçoila que conheceu em um aplicativo de encontros (nada de tinder! O protagonista da postagem é um cara muito desenvolto no mundo virtual e também direto e sem delongas, ele usa apps menos conhecidos e muito mais diretos quanto aos objetivos do contato, se é que os leitores me entendem). Conversaram e ele logo propôs que finalmente se conhecessem no mundo físico  e ela passasse os próximos três dias com ele no hotel, tudo pago, claro...

E a dama, desinibida e afeita a aventuras, topou de imediato. Em poucas horas, adentrava o quarto, vestindo uma roupa insinuante, de banho tomado e cheirosa. E passaram três alegres dias de devassidão, beberagem, de vida enfim. 

Ao ouvir o relato, disparei de imediato: "as energias sexuais, os momentos de putaria lá vividos te influenciaram! E podemos formular o  seguinte mote: 'X', você promete ser putanheiro para sempre? Na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença?" 

E rimos muito, em meio a copos de bebida.

Saudações canalhas e cafajestes                

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Ode à mais maravilhosa criação da natureza

Os caros leitores que acompanham com regularidade esta tranqueira sabem que não sou afeito a simplesmente copiar textos de outrem e colar aqui; prefiro escrevinhar pérolas próprias ou elucubrar em cima do que vivo, ouço e presencio noite, cidade e vida aforas, mas vez por outra, sou obrigado a fazer o 'copia e cola', tão poderosos, emocionantes e precisos são certos textos com que topo, vez por outra. 

Esta postagem é um desses casos: uma ode ao órgão sexual feminino que expressa o que todos nós sentimos por esta maravilha da natureza. 

A obra-prima abaixo é de autoria de Bráulio Tavares, grande escritor brasileiro e o qual tive o privilégio de conhecer pessoalmente, em um festival literário acontecido em São Paulo, há uns anos. 

Leiam e se emocionem, como este escriba e sujeitinho: 

 

A buceta da minha amadatem pêlos barrocos,lúdicos, profanos.É famintacomo o polígono-das-secase cheia de ritmoscomo o recôncavo-baiano.A buceta da minha amadaé cabeludacomo um tapete persa.É um buraco-negrobem no meio do púbisdo Universo.
A buceta da minha amadaé cabeluda,misteriosa, sonâmbula.É bela como uma letra grega:é o alfa-e-ômega dos meus segredos,é um delta ardente sob os meus dedose na minha línguaé lambda.A buceta da minha amadaé um tesouroé o Tosão de Ouroé um tesão.É cabeluda, e cabe, linda,em minha mão.A buceta da minha amadame aperta dentro, de um tal jeitoque quase me morde;e só não é mais cabeludado que as coisas que ela geme
quando a gente fode.
(Bráulio Tavares)

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - CXX

"Se o cara pobre conta toda a verdade, o que ele passa, como se ferra, não conquista mulher nenhuma, não come ninguém. É como na política: se não mentir um pouco (ou muito) não consegue nada!"

Pérola transcendental de tão sábia, perpetrada pelo dono do bar favorito deste escriba.

Saudações canalhas e cafajestes


sexta-feira, 27 de maio de 2022

Instantâneos da cidade - XIX

 

 
Escrito na mureta do Viaduto 9 de Julho, centro de São Paulo. Coisas tão simples, fundamentais e importantes, que deveriam ser franqueadas a todos seres humanos e a tantos são inacessíveis, nestes tempos macabros.
 
Alguns dias depois, o texto foi apagado. Felizmente, este escriba o registrou e aqui nesta tranqueira o eternizou.
 
Saudações canalhas e cafajestes  

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Postagem curta, direta, cortante - e brilhante

"O que se deve dizer a um marido?"

" Não se deve dizer nada!"

Do filme Sangue de pantera (1942)   

 Qual o sentido que este sujeitinho atribuiu a este diálogo perfeito e delicioso, desse clássico do cinema fantástico? Ora, que um marido, um homem que aceita ser a ele impingido esse termo ridículo e todos os abjetos valores burgueses, tradicionais, etc que ele carrega, esse homem não merece consideração nenhuma, nenhuma resposta, explicação ou respeito, inclusive da mulher que ele chama de 'esposa'!

Saudações canalhas e cafajestes