Noites Cafajestes à venda

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Um verdadeiro guia de comportamento e sabedoria canalhas e cafajestes por R$6,00.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos -XXIV

"Esse é um verdadeiro esquadrão Cica!"
Mais uma obra-prima do amigo e colaborador número um desta tranqueira, que mandou essa para definir muito bem uma turminha de panacas, babacas, toupeiras, ou goiabas (daí a referência à Cica, fabricante de produtos alimentícios cuja goiabada fez e ainda faz a alegria de gerações de crianças Brasil afora) que estava ao lado de nossa mesa, na última beberagem canalhística do ano; os rapazes, digo, os goiabas em questão, estavam de papinho, gracejos e gracinhas com duas moçoilas que nós canalhas também cobiçávamos. Nos pusemos a refletir sobre como certos tipos de homens não se mancam, tudo neles, das roupas (um dos sujeitos comete o desplante de aportar em um conhecido e sempre lotado bar de azaração da avenida Paulista trajando camiseta amarelo-ovo do bob esponja, com a maior alegria e orgulho...) às expressões faciais indicam sua condição de matéria-prima para goiabada e também discutimos porque certas mulheres preferem esses tipos - nossa conclusão: porque são fáceis de serem manipulados, usados, é uma mamata fazer esses frouxos bancarem tudo e quantas vezes for. Alguém tem outra explicação para o fenômeno? -
O amigo e canalha mor não suportou admirar a cena por muito tempoe disparou a sabedoria, devidamente registrada.

Este blog entra em recesso e como seu criador/mantenedor não crê no espírito natalino e demais bobeirasde final de ano, apenas proclama: até 2012, saudações canalhas.

PS: mais uma vez afundado na vergonha, peço desculpas pelos erros crassos de ortografia, acentuação e concordância que maculavam a porqueira acima. A explicação, mas nunca desculpa: eu estava sob intenso efeito do álcool, quando redigi a postagem.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Postagem tripla - observações canalhas e divulgação de web rádio de um grande camarada

Para compensar as duas semanas de inatividade, uma postagem com três itens. Vamos lá:

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - XXII

"Não sou cachaceiro, sou caça-cheiro!"
Frase dita por uma das maiores personagens do Centro e por extensão, de toda a cidade. O sujeito é proprietário de um bar no centrão muito conhecido, um lugar indescritível, um verdadeiro portal do qual surgem as experiências e eventos mais estranhos, variantes da humanidade inimagináveis e tudo mais de fascinante e perigoso que um canalha dado a andanças e aventuras noturnas pode querer. Este escriba orgulha-se de ser frequentador desse glorioso pé-sujo muito antes de se tornar "pop".
Em tempo: o cara é um mulherengo e canalha dos mais sujos, a ponto de já ter se enfiado em encrencas pesadas por causa das damas que acorrem a seu ponto comercial... Bem, em uma de minhas recentes visitas ao antro, ouvi essa pérola do cara, enquanto ele ia atrás de um belo exemplar do sexo feminino que estava enfiado em trajes negros deliciosamente justos, pérola que anunciou entre risos, apontando para as partes mais fartas da anatomia da moça.

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - XXIII

"Nossa geração foi corrompida por dois fatos: nós assistimos à minissérie Xogun e lemos as aventuras de Mariko Yashida no Japão."
Frase muito sagaz dita pelo amigo canalha e colaborador principal desta tranqueira, durante nossa primeira visita a um novo antro, em plena Avenida Paulista, o qual, já tivemos uma pequena prova, será um rico veio para dois velhos e curtidos seres da noite como nós. 
Mas do que diabos trata a frase em questão? Simples, ele soltou essa pérola após uma linda, deliciosa e perfumada garota de ascendência oriental passar por nós. Imediatamente pedi papel e caneta ao garçom e anotei-a, pois ele matara a charada: por que os homens da nossa geração são tão tarados por japonesas, mestiças, orientais em geral (a quantidade de mulheres de olhos puxados que passou por nossas vidas é realmente elevada). Quem estiver interessado em compreender as referências, que vá ao Google...     

Nova Web Rádio

Um amigo de muitos e muito anos (dos tempos do Ensino Fundamental, quando este chamava-se " Primeiro Grau"!), agitador cultural de primeira, muito bem informado e combativo, e tremenda  puta velha de internet, criação e programação de sites, pediu para divulgar sua mais nova criação: A The Point Web Rádio, rádio on-line, virtual, chame como quiser. Homepage bonita, visual de bom gosto, funcional, locutores profissionais (incluindo o lendário Mister Sam!) e programação muito variada, que abarca todos os gêneros musicais que comandaram as rádios nos anos 70, 80 e90. O endereço é http://radiothepoint.com/.Prestigiem, pois é  uma produção de primeira.
Saudações noturnas e canalhas

domingo, 6 de novembro de 2011

Ninguém escapa dos ciclos cósmicos Ou:momento de reflexão e espiritualidade de um canalha

As narrativas mitológicas de nossos ancestrais ditos "antigos" ou "primitivos", forjadas por incontáveis gerações, culturas e espíritos sensíveis e elevados, contêm o maior manancial de sabedoria a que podemos recorrer, nos momentos mais apertados e tormentosos de nossa passagem pelo tempo e pela superfície deste planeta. Este escriba, desde que as descobriu, as adotou em definitivo, renegando total e completamente aquele manual de intolerância, auto-imolação, xenofobia, histeria e medo que foi escrito por um bando de tribos doidas e para lá de enrustidas que vagavam pelos desertos do Oriente Médio há uns tantos milênios,  livro do qual sequer citarei o nome.
Bem, como dito, ao conhecer a verdade e beleza das grandes mitologias, procurei sempre recorrer a elas, quando precisava de algo que transcendesse minha visão egoísta e limitada da vida.
Recentemente atravessei um momento de dificuldade e vazio na minha vida de canalha, algo que me atormentou deveras; enquanto perseguia como um cão a única forma que parecia luzir a minha frente para vencer a desdita, cometi o erro de não buscar compreensão e iluminação na sabedoria mitológica; ignorei, para minha vergonha e sofrimento, os conselhos dos heróis, xamãs, magos e demiurgos de outrora. Somente no auge da tormenta a luz revelou-se e segui o conselho dito por vozes imemoriais e sem palavras. Assim, abandonei o retorno a porões de outrora, em que em outras eras reinei, não repeti o erro de percorrer as mais folclóricas catacumbas e masmorras de certa rua até o amanhecer, seguindo um bando de pós-adolescentes deslumbrados, exilei-me para sempre de certas técnicas e procedimentos modernos e, para minha salvação e triunfo,  retornei ao lugar, ao santuário em que tudo começou, pois lá, armado de um espírito iluminado e renovado, tudo terminou, o ciclo nefando encerrou-se e um novo ciclo iniciou-se, ciclo coberto de  superfícies de textura lisa e aroma suave e doce, olhares brilhantes e magnéticos, curvas irresistíveis de acompanhar e tocar, toques gentis e sedutores...
Assim diz a sabedoria dos mitos: onde um ciclo começa ele deve terminar. 
Saudações noturnas e canalhas

PS: muito envergonhado, peço desculpas pelos erros dantescos de concordância e acentuação que o texto continha. Acabei de realizar uma correção e, creio, está tudo em ordem. 

sábado, 29 de outubro de 2011

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - XXI

"Tem uma surucucu na minha bota"
Frase de um grande amigo, canalha de estirpe, mestre absoluto do ramo - por que será que meus amigos mais antigos e fiéis são todos membros dessa gloriosa corja? he he he - e encrencado por causa de uma dama que, apesar de reiterados avisos de que a relação não passa de uma amizade mantida com fins a sessões de sexo anal e mais nada, está descambando para o clássico: ciuiminhos (e ambos são comprometidos com outras pessoas!), cobranças, possessão, ceninhas histéricas. A coisa está se tornando tão pesada que ele cunhou a frase acima para descrever a situação, frase que pinta à perfeição algo que todo canalha já viveu. É, amigos e amigas, a jararaca e a clássica cascavel já não são mais bastantes para se definir o nível de letalidade de certas mulheres, tivemos de tomar emprestados os nomes de ofídeos ainda mais terríveis, como a tal surucucu, o urutu (essa última, os amigos que conhecem minha identidade civil sabe a que ou quem me refiro)...
Saudações canalhas e cafajestes

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Um ano sem o mestre

Dia 16 último fez um ano que o maior iconoclasta que já investiu contra a mais que morta, apodrecida e fétida moral sexual brasileira-latina-burguesa-cristã-hipócrita-moralista (sim, eu sei, cada palavra componente do imenso termo logo aí atrás pressupõe as demais, ou seja, é de uma redundância tremenda;o objetivo é mostrar meu ódio virulento e inextinguível à coisa) partiu, e este relapso deixou a data passar.
Sim, mestre José Ângelo Gaiarsa nos deixou já faz um ano. Esta postagem é uma modestíssima contribuição para que a obra dele não se perca,não seja esquecida e sejamos pessoas um pouquinho mais plenas e donas de si, aquilo a que ele dedicou sua vida.
Saudações;




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mulheres modernas, decididas e independentes, essas criaturas adoráveis

 Com a devida autorização, o texto abaixo foi retirado do blog do grande Chuck. É como todo compêndio de sabedoria deve ser: simples, direto e arrebatador, revira a cabeça do leitor e o faz perceber sua insignificância ou tomar consciência do mundo absurdo e sem sentido em que vive. Leiam e vejam como é maravilhoso lidar com mulher que gosta de "pegada"...

" WTF?!?!

Deixem o tio Chuck tentar entender:

Se o sujeito avança o sinal, é considerado atirado demais e leva  fama de tarado, mas se mantém uma postura respeitosa, é devagar, falta "pegada" (eu realmente odeio esse termo!!)

Se o sujeito é romântico e respeitador, é bunda-mole, mas se é direto e objetivo, é chamado de tarado.

Se olha firme pra mulher, leva fama de lobo mau , mas se desvia o olhar e tenta uma abordagem indireta, é uma banana.

Se foge de compromisso é considerado galinha, mas se quer levar a garota a sério é chamado de pegajoso, grudento.

Se cai na balada, é chamado de animal, mas se fica em casa na base do DVD, é chamado de roda-presa.

Se tenta beijar sem muitas delongas, leva um fora e é mandado caçar biscate em micareta (ok, eu já ouvi isso!!), mas se demora pra tentar o beijo é considerado devagar, devagarzinho - mais uma vez, "falta pegada" o termo favorito de onze entre dez biscates curva de rio.

Se ignora o que a mulher diz por saber que é contraditório com o que ela sente, é um canalha insensível, mas se respeita o espaço e opinião dela é mantido no banco de reservas.

Se é um canalha qualquer e assume abertamente quais são as regras da casa, é jogado pra escanteio, mantido como amiguinho e enrolado até o ponto que se enche e manda a sujeita passear, mas se for o canalha certo, o e$colhido, o cari$mático, o grande docinho secreto, enfim, se tiver o c(arro)harme, o cari$ma, e a pegada ("esse homem tem futuro, amiga", diz o mesmo tipo de biscate que adora "homem de pegada") necessários, bom, qual o problema dele ser canalha, não?"

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Coisas que gostaríamos de dizer para certas mulheres - I

Sou um praticante assumido e orgulhoso da arte de ouvir conversas alheias em bares, metrô, filas e principalmente, ônibus. Trata-se de uma fonte inesgotável de risadas, reflexões e revelações sobre a patética raça humana e manancial infinito de idéias e material para escritores medíocres como este. Há  tempo, postei uma frase, típica de mulherzinha bem chorosa, bem "mimimi", que ouvi em um ônibus que utilizo seguidamente. 
Pois bem, há poucos dias fui agraciado com uma obra-prima de canalhice, de sem-vergonhice, quando estava nesse mesmo veículo, um dos velhos e charmosos trolébus que percorrem o centro e parte da zona leste e sul (confesso que gosto pacas dessas máquinas desajeitadas e com pinta de superadas). Bem, voltava para casa a bordo do venerável calhambeque, numa noite de sexta, quando flagrei o seguinte diálogo, travado por dois rapazes, típicos representantes da juventude de classe média baixa que não mede esforços nem grana para poder frequentar boas festas e noitadas, inclusive vestidos como se estivessem a caminho de uma ... a peça de sabedoria é tão espirituosa e saborosa  que assim  que cheguei a minha toca tratei de anotá-la, antes de mergulhar na noite. E aqui está:
- Mano, esse meu amigo é muito cara de pau, você não acredita nele!!
- É aquele que viu uma mina, na balada, com uma calça com zíperes na lateral, que iam até o quadril e pediu para abrir e ver a "corzinha" da tanguinha dela?
- Esse mesmo!! Sente essa: estávamos na balada tal (não reparei no nome que o cara citou), e uma mina colou nele e veio com essa: "minha amiga ali tá querendo ficar com você". Sabe o que ele respondeu?
- Não. Diz aí.
-Pediu para a mina mostrar a tal amiga; olhamos: era uma puta gorda feia!!! Ele virou para ela (a mina que veio falar com nós) e disse:
- Fala para ela esperar um pouco, preciso beber mais, bastante, antes de ir falar com ela...
É ou não é um artista, um mestre da canalhice?  E convenhamos, certas mulheres merecem ou não, menos pela falta de belos atributos físicos que pelo comportamento possessivo e histérico, ouvir essa? 

Saudações canalhas e cafajestes
 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O que fazer com o vestido de noivinha da ex - parte VI

 Capota basculante
Vai dar um rolê com os amigos e o sol está de fritar os miolos? Há finalidade mais nobre para esse trapo?

   Na academia de ginástica
Lembra das recomendações  (leia-se cobranças) dela, para que começasse a frequentar uma academia, que sua forma não era mais aquela que a deixou, quando se conheceram, cheia de tesão?  Pois este é o momento de pôr a idéia em prática!
Fantasia
Super-divorciado! O único macho verdadeiro, dono de si e com super-poderes!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A HQ mais adulta ( no sentido de profunda, madura, rica) já feita

Segue uma resenha da obra literária da década, um compêndio de sabedoria, verdadeira, densa, incômoda e necessária que todo homem de verdade deve ler e reler... indignem-se com o que está abaixo.



A graphic novel mais comentada nos EUA este ano, até agora: as memórias de Chester Brown sobre o período em que teve relação com prostitutas, em uma espécie de ensaio em defesa do sexo pago e contra a tirania do amor romântico.
Se você achou estranho o primeiro parágrafo, este aqui talvez compense: nunca vi outra HQ ter Robert Crumb, Neil Gaiman e Alan Moore tecendo elogios juntos na quarta capa. E os três não costumam gastar teclado pra qualquer coisa.
Paying for It: A Comic-Strip Memoir About Being a John é, em outras palavras, um relato autobiográfico sobre ser um “john” – gíria utilizada no inglês para os clientes das profissionais do sexo. Brown faz o inverso do anonimato de um “john”: revela em quadrinhos, uma a uma, as relações que teve com prostitutas durante um período de seis anos.
Quem espera algo pornográfico ou minimamente erótico vai broxar. Por mais que a HQ tenha cenas de sexo, elas só parecem estar ali pela questão burocrática que o autor impõe-se de mostrar graficamente suas experiências. Brown não reforça atributos físicos de nenhuma das moças (que, aliás, nunca têm o rosto desenhado), além de ser cruel com sua própria forma física esquálida, careca e de óculos.
Não contente em fazer seu relato, o autor transforma seu álbum numa espécie de manifesto a favor dos que pagam por sexo e dos que vendem sexo. Entre cada encontro com acompanhantes, Brown mostra conversas que teve com os amigos mais próximos no mesmo período, montando sua filosofia contra o amor e a monogamia.
“Agora vejo que o ideal do amor romântico na verdade é maléfico... O amor causa mais tristeza do que felicidade. Pense em todas as pessoas que almejam o amor mas sentem-se desgraçadas por não conseguir encontrar... É impossível uma única pessoa ser compatível com todas nossas necessidades emocionais e sexuais.” Brown – defensor declarado do libertarianismo - despeja suas frases inclusive sobre amigos famosos, como os também quadrinistas Seth e Joe Matt. Para não deixar dúvidas sobre suas posições, o autor ainda escreve vinte e três apêndices à HQ, rebatendo cada argumento que conhece contra a prostituição.
Com este posicionamento nada usual, Paying for It também não é um quadrinho usual. Não parece haver conflito, nem clímax, nem ênfases. A história anda num movimento arrastado – que parece intencional, visto a desempolgação nas expressões, nos cenários e no estilo das páginas de Brown. Mas se analisado pelo lado de que os quadrinhos devem aceitar cada vez mais gêneros, pode-se dizer que o autor está acrescentando o relato/manifesto ao repertório das HQs. Vale lembrar que em sua obra mais famosa, Loius Riel, ele também inovou na forma de contar História com H maiúsculo em quadrinhos.
Paying for It é uma obra curiosa por todos os motivos acima. Justifica todo o falatório. E pode dar bom combustível para conversas de bar sobre amor, sexo, relacionamentos e dinheiro. Da minha parte, o que acho mais interessante é ver essa discussão ser provocada por um gibi.
PAYING FOR IT tem 292 páginas e custa US$ 24,95

Texto retirado do site Omelete ( www.omelete.uol.com.br)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - XX

"Eu tenho um problema para me comunicar e me fazer entender com as pessoas, deve ser porque falo muito correto"
A pensata acima não foi colhida em uma mesa de bar imundo, pouco recomendável e por isso atrativo a canalhas como eu; foi ouvida há pouco mais de duas horas, em um ônibus, enquanto eu atravessava esta cidade congelada e voltava para minha toca. Um casal discutia acaloradamente (entenda-se: acusações mútuas, voz alterada, rancores velhos irrompendo à toda), sem dar a mínima para os demais passageiros do coletivo, quando a mulher mandou essa. Anotei na minha parca memória, para registrá-la nesta tranqueira, pois apesar de forjada em e para outro contexto, a idéia expressa muito bem o estupor que tenho vivido já há tempos, com a parcela mais jovem do mulherio: quanto mais novas as mulheres, mais repelentes a uma fala correta, uma abordagem desprovida de exagero de gírias, a um galanteio mais elaborado, tanto na forma quanto no conteúdo, reduzindo os cavalheiros (e os canalhas que sabem sê-lo) a tiozões excêntricos e assustadores... Um assunto que deve ser mais explorado e que será retomado em outras postagens, aguardem. 
Saudações canalhas e cafajestes. 

sábado, 13 de agosto de 2011

Uma noite do caçador noturno

Noite de sábado, tempo frio mas agradável. Envergando não o uniforme do dia-a-dia que é obrigado a carregar para sobreviver, mas sim seu verdadeiro traje, a roupa com que se sente ele mesmo – calça justa, botas pesadas e lustrosas, camiseta negra, chamativa jaqueta de couro “rocker”, cabelos soltos, estudado olhar viril e duro – o caçador noturno adentra seu território de caça favorito, onde teve gloriosas e inesquecíveis noites de predador e outras de patético perdedor, onde sempre viveu e presenciou extremos: nessa masmorra não há noitinhas comuns e bestas. Assim, ele espera o inesperado.
Ainda é cedo, o início de uma noitada de rock e metal no centro de São Paulo. Poucas pessoas, poucas mulheres. Após circular um pouco, ele senta-se no que, um bêbado ou um semi-analfabeto ou ambas as coisas chamaria de hall ou mezanino do pulgueiro, para aguardar  a população local se adensar e a primeira bandinha da noite encerrar sua sessão de tort.. quer dizer, show, pois aturar uma bicha gorda imitando cantora de voz fininha é aviltante para um headbanger como ele.
Cerca de 40 minutos mais tarde, ele sente que o momento chegou: música ao menos tolerável vem do palco e há muita gente para lá e para cá. Uma circulada pelos ambientes e a dama é escolhida. O rostinho de menina sapeca (esse termo num blog como este é dose, admito), o cabelo negro e brilhante, cortado numa franjinha displicente, o corpinho... óbvio porque foi a “eleita”. Havia uma amiga, uma garota bonita e atraente, não tanto como a “vítima”, que, o macho cheio de si imaginava, seria sua parceira de uma noite de beijos e prazeres.
Ele as aborda quando circulavam pelo segundo ambiente da masmorra. A garota da franjinha (nome fictício: Denise) respondeu de maneira cortês mas seca. Mas a amiga (nome fictício: Evelin) ouviu a abordagem, empolgou-se com as palavras manhosas do caçador, tomou a dianteira e entabulou uma conversa que cresceu em empolgação e em flertes: ela o ouvia com o rosto cada vez mais próximo, os olhos brilhavam e, súbito, sem nenhuma insinuação ou tentativa de parte dele, ela segurou sua mão, com, ah, como dizer, doçura, tepidez...  
Conversa vai e vem, e ela dispara, à queima-roupa, sem carícias, preliminares ou lubrificação, que não ficará com ninguém naquele lugar e naquela noite, pois acabou de tomar um fora e não está “legal”. O caçador, em silêncio, se pergunta, diante de um sorriso que exala radiância e de tamanha aparente serenidade o que é estar bem para uma garota tão vivaz e em seguida recebe outra na cara: a pessoa que dispensou a gracinha está na masmorra. Mais espanto:
– Seu namorado, ou ex, está aqui?
– Não, namorada, sou lésbica.
O caçador recebe um aviso de seus sentidos predadores que é o momento de discretamente partir, deixar a moça com seus problemas e partir em busca da próxima vítima. Seu plano de fuga é o de sempre e infalível para situações como esta neste lugar: anunciar que vai mergulhar no caos grudento e sufocante da multidão espremida no balcão do “open bar”, fingir que nele entrou, sair pelo canto à direita – sempre movimentado, cheio – e sumir, retomar sua busca pela musa questionável da noite.
Mas o plano infalível falha pela primeira vez: sustentando o sorriso e olhar calmos e sedutores – como as mulheres fazem com facilidade coisas que são difíceis ou impossíveis para os parvos dos homens! – a moça anuncia que vai acompanhá-lo e levando-o pela mão se insinua na confusão e espera pacientemente por seus copos de cerveja barata, para em seguida ir de um lado para o outro, sua doce mão acariciando a pata do caçador. Após uns minutos de desfile, a garota o puxa para um canto. Não, ela não mudou de idéia e não vai cobri-lo de trocas de saliva e afagos. Apenas anuncia:
– Acabamos de passar por ela.
– E como ela é?
Os dois primeiros termos da descrição que Evelin fornece já são bastantes para ele identificar a figura(nome fictício desta: Andressa). Ante a afirmação dele de que reconheceu a namorada maldosa, Evelin pergunta:
– Ela olhou para nós?
– Não, mas percebi na hora que falava dela, pois é uma figura muito chamativa.
Para o bem da preservação dos parcos dotes narrativos deste escriba e da paciência e bem estar de vocês leitores, daremos um salto para cerca de uma hora mais tarde: nesse meio tempo o caçador noturno foi apresentado a alguns amigos da moça, uma turma simpática e afável (calma, eles terão um papel a desempenhar nessa embrulhada), aproveitou enquanto ela contava a eles como fora a briga/dispensa que recebeu e conseguiu sumir, correndo a masmorra por algumas vezes. No “hall”, topa com Andressa aos beijos com outra garota (nome fictício desta: Giovanna) e recebe um aviso de seu sentido predador que a confusão toma proporções preocupantes e seria prudente ficar fora...
Idas ao fumódromo, em que conhece algumas pessoas (mulheres, claro), troca formas de contato com elas, rondas e rondas pelas catacumbas e desvãos da masmorra e eis que sem saber como ele se vê diante de Evelin de novo, Denise ao lado deles. Os amigos da primeira (lembram?) juntam-se ao trio e relatam que Andressa, ensandecida ao vê-la de mãos dadas com um homem, foi em busca de sua ex-namorada (Giovanna), e tascou-lhes uns beijos, apenas para provocar Evelin. Giovanna, ainda apaixonada pela ex, achou que o ato indicava que o retorno se consumaria, que o amor venceu, que elas celebrariam o retorno, o romântico reatamento, com uma interminável sessão de tribadismo no hotelzinho mais próximo... mas descobre em minutos que foi usada como arma de ciúme pela cruel e sem coração ex-namorada, e sai em desabalado choro masmorra adentro.    
Evelin ouve tudo em silêncio. Troca algumas palavras com Denise, cuidadosamente ocultas para ele, e sem aviso elas se agarram e trocam um beijo ardente, bem diante daquele macho aparvalhado (o termo em destaque é redundante, convenhamos), que decide jogar qualquer decoro ou sutileza para as picas e diz a elas que adorou a cena e que um beijo triplo seria ainda mais gostoso. Denise nada diz e afasta-se. Evelin sorri, como sempre, diz para ele esperar, pois precisa ir atrás de Giovanna, consolá-la, desfazer os múltiplos estragos que se disseminam mas promete, ao voltar, que os desejos dele serão satisfeitos,  deve apenas esperar.
O que ele faz? Não se afasta do território de caça, claro. Ao invés de partir em busca de nova vítim... corrigindo, nova musa questionável, ele fica por perto, assistindo aos grupelhos medíocres berrarem no palco, o sentido lupino  vigilante, aguardando o retorno de Evelin. Durante uma das pequenas circuladas pelo ambiente, os amigos o param, conversam sobre amenidades, até que  um casal, membro da patota, o interpela:
– Cara, você é um filho da puta, parabéns!
– O quê?!! Do que estão falando?
– Porra, meu irmão – e o rapaz aponta para um garoto de cabelos longos, semi-desfalecido, bem à frente deles – viu você catando a Evelin e a Denise ao mesmo tempo, fazendo um beijo triplo com elas!!
– Quem dera!! Eu apenas vi elas se beijarem, cheguei bem perto e disse que adoraria participar. Vocês estão enganados.
– Bem, meu irmão está bebaço...
– E eu estou sóbrio, bebi pouquíssimo. O ângulo de visão, a escuridão e a bebida devem ter produzido uma ilusão de ótica nele. Aliás, cadê a Evelin?
– Está por ai, tentando consolar a Giovanna e se entender com a Andressa.
Nesse momento o caçador tem uma espécie de delírio anti-erótico e reflete que é melhor cair fora dessa encrenca, antes que três lésbicas o encurralem e o cubram de tapas, sem ter comido ou sequer beijado qualquer uma delas:    
– Bem, então devo seguir caminho e procurar algo por aí.
– Acho que deve mesmo.
O caçador se despede, ciente e aliviado de que dificilmente falará com essas pessoas de novo, circula mais um pouco e decide zarpar.
Ao ganhar a rua, que casal está sentado ao lado da ponte levadiça do castelo de perdição? Exato, Evelin e Andressa, abraçadas em idílio amoroso. A primeira dirige um olhar enigmático, um tanto de agradecimento, um tanto pedido de compreensão. Ele responde com um olhar de entendimento que não é falso, pois esse canalha sempre foi um cavalheiro e não sente nenhuma raiva ou rancor dela, de fato não.
Caminhando pela madrugada no centro, ele se lembra que ao descer a Augusta horas antes, um dos laçadores da gloriosa rua lhe  anunciou promoção no Emanoelle: dez reais de entrada, com direito a duas cervejas. Como bebera pouco, decidiu averiguar o que a noite ainda poderia oferecer-lhe.         

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sinais de vida, enviados de muitas noitadas e desventuras

Caros leitores, sim, estou vivo e bem, apesar de alguns acontecimentos e situações recentes que degeneraram ainda mais as já deturpadas e parcas idéias deste escriba, eventos que colocaram como necessário e urgente meu adiado projeto de realizar uma espécie de retiro, que de transcedental, místico e de isolamento das tentações terrenas nada tem, um exílio às avessas, que me afastará apenas da porção mais patética e cada vez mais grotesca da vida de homem solteiro, e que toma mais e mais forma e densidade... Do que exatamente se trata esse exílio, talvez um dia poste por aqui, para breve colocarei alguns instantâneos das loucuras que tenho visto, ouvido, vivido, presenciado e que me empurram para a decisão mais racional e extrema que poderia tomar.

Por hora, apenas um aperitivo, na forma de título gigante: " A noite em que AlexB participou das confusões amorosas de três lésbicas - namorada que levou fora, namorada que aplicou o fora,  ex-da segunda -, alguns presentes  imaginaram ter visto ele ficar com duas delas, AO MESMO TEMPO, e por instantes temeu ser emboscado e tomar um belo de um 'piau' "... Aguardem.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - XIX

"Canalha que é canalha não olha para trás"
Mais uma lição de sabedoria de um amigo recente que se tornou colaborador desta tranqueira, sabedoria que tive a oportunidade, e mais que isso, a obrigação de praticar há pouco tempo, para encerrar um relacionamento tão sólido e durável quanto um pedaço de gelo seco em plena sublimação (aos cabuladores das aulas de ciências: processo físico em que um corpo sólido passa diretamente para o estado gasoso), apesar dos esforços da moça para torná-lo firme e brilhante como diamante lapidado. E caros amigos e leitores, o que resta ao sujeito se, apesar dos inúmeros avisos e toques, a mulher insiste e banca a apaixonada?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O que fazer com o vestido de noivinha da ex - parte V

Sim, leitores, estou de volta e com um pouco de bom humor( revi os últimos textos e confesso que eu mesmo não aguento minha raiva e rabujice, por vezes)
Então, vejamos os novos usos que nosso companheiro norte-americano descasado criou para o trapo que a ex usou para se disfarçar de criatura angelical e bondosa e enganá-lo.

Ora, se o futebol sempre foi e é mais importante que ela, por que não transformar o vestido numa bandeira com mensagem de apoio e moral para o clube de coração?
 Costuma-se dizer que o homem separado entra em uma espécie de segunda adolescência.Por que não radicalizar, entrar numa segunda infância e reviver as saudosas tardes em que você soltava pipa, fazendo do vestidinho de noiva uma pipa especial, digamos, com decoração inusitada?


Claro, não poderia faltar a clássica: pano para limpeza!
 
 

Ôa, touro!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Don´t R. I.P. , scum

Faleceu há poucos dias um dos mais desprezíveis canalhas que já passaram por este país. O estrago que ele fez (e eu e meus colegas de profissão sabemos como ninguém que estrago foi esse!!) a esse país levará muito tempo para ser mensurado, isso se essa corja que se intitula imprensa brasileira (não vou citar a classe política, essa não precisa de comentários)  permitir que certas verdades e fatos sejam conhecidos.
Como não creio em castigo divino de qualquer espécie tudo que espero é que o nome desse crápula, desse miserável, um dia conheça a lama do qual ele veio.
Go screw yourself, asshole!!! Forever and ever!!!
PS: não insistam, não direi quem é, quem sabe um dia, daqui a uns anos ou décadas, quando a história fazer justiça à "obra" que ele deixou... 




domingo, 19 de junho de 2011

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - XVIII

" Ex-mulher é como o Jason da série sexta-feira 13: o pesadelo  nunca termina!"
Do grande amigo e modelo supremo de canalha, um sujeito sábio (nunca se casou), mas que após testemunhar as desditas e desgraças que seus amigos separados enfrentam, formulou observação tão sagaz.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Saturday night feeling - postagem atrasada,mas atualíssima

A Ferro e Fogo

À noite na enseada, fazia calor
Havia barcos e navios, sob um céu sem cor
Corremos pelo convés, pra da cabine constatar
Que os mares são escuros pr´um farol iluminar
Mas ficamos excitados, em poder viajar
Não importa o destino, serve pra qualquer lugar
Pra algum ponto perdido, em algum canto do mundo
Desafiar o oceano e a ira de Netuno
Tudo isso um dia acaba pra de novo começar
Somos moldados a Ferro e Fogo
Com lunetas lá na proa, enxergar novos amores
E trancar lá no porão, nosso medo e nossas dores
Saber onde fica a tal terra prometida
Que vai nos dar o pão e curar nossas feridas
Todos a bordo, o comandante gritou
Suspender a âncora, a viagem começou
Somos bravos, somos fortes, nada pode nos parar
Nem o vento, nem a chuva, nem os segredos do mar
Tudo isso um dia acaba pra de novo começar
Somos moldados a ferro e fogo
Venceremos os romanos e os seus galeões
Seu poder e sua glória, jogar aos tubarões
O vinho pra beber, o vento pra impulsionar
Singrar os sete mares e nunca mais votar
Mas um dia a calmaria aos poucos se fez perceber
Com seu silêncio traiçoeiro não nos deixou mover
Então as nuvens se uniram e o céu escureceu
E o que a gente não queria de repente, aconteceu
Tudo isso um dia acaba pra de novo começar
Somos moldados a ferro e fogo
Lá no alto mar a tempestade desabou
Entre raios e trovões o nosso sonho afundou
E nada mais restou, além daquele desejo insano
De com apenas nossos braços cruzar o oceano
Cada um por si, fique preparado
Estamos tão famintos e boiamos esgotados
Mas quase afogando, o desejo não termina
Pois navegar a esmo, talvez seja a nossa sina
Tudo isso um dia acaba pra de novo começar
Somos moldados a ferro e fogo.


Marceleza!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - XVII

"Somos canalhas mas não somos sacanas; não queremos algo sério, mas também não queremos magoar as mulheres."

Do grande e principal amigo canalha parceiro de canalhices, ao tentar explicar porque nós somos uma espécie aparentemente impossível: o canalha com princípios.
 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Homenagem

  O dia existe e é comemorado, apesar do silêncio que nossa sociedade hipócrita ergue ao redor dele e das homenageadas.Sim, hoje é o Dia da Prostituta, essa santa mulher (maiúsculas mais que propositais e merecidas, nenhuma ironia ou sarcasmo no adjetivo) que mantém a ordem social, sexual e principalmente  a falida ordem marital de pé há milênios. Como não conseguei escrever nada digno de publicação, tamanha é minha emoção e respeito por elas, publico o texto que o Xico Sá postou hoje mesmo, em seu blog (http://xicosa.folha.blog.uol.com.br), acrescentando, logo abaixo do próprio, uma humilde tentativa de resposta à pergunta que fecha sua obra literária.

A difícil vida fácil -o dia das profissionais

Comemora-se hoje, 02 de junho, o Dia Internacional das Prostitutas. Todo respeito é pouco. Para mim é quase como se fosse o próprio Dia das Mães, tamanha a milhagem de colos macios que elas me deram.
No passado, era o meu verdadeiro e único dia dos namorados. E continua sendo para muita gente.
Nos momentos de angústia nos socorreram; nas quaresmas dos desertos sexuais foram boas Madalenas, não quiseram saber de origem, sobrenome, títulos, passageiras glórias.
Sim, tudo bem, hoje, na versão 2.0., se apresentam como garotas de programa, blogueiras como este cronista que vos roda a bolsinha on line, elas são mais objetivas e menos generosas. não importa.
Nos bataclãs baianos, nos lupanares, nas casas da luz vermelha das moças vocacionadas ou na onda moderna, como as admiro. Como são importantes para o equilíbrio do planeta, como lubrificam as engrenagens do desejo.
Com elas, não tem essa história do processo burguês da cantada e tampouco a hipocrisia dos consórcios matrimoniais dos pombinhos. O contrato social, caro Rousseau, é claro, direto, limpo.
Hoje é, com toda a dignidade do mundo, o dia da mais antiga das profissões. Prostitutas, secretárias da calçada, quengas, raparigas, garotas de programa, michês, rariús, profissas, moças da vida fácil, putas...
Rariú, amigos, é uma forma sonora sincopada de “who are you?”, com origem, óbvio, nas tentativas de comunicação entre gringos e nativas.
Não importanta a denominação. Hoje é o dia delas. Brindemos.
Seja no Red Light District de Amsterdã, no mangue carioca, na rua Augusta, na casa da Carmén (Porto Alegre), na Beth Cuscuz (Teresina) e no Borbulhas de Amor (Juazeiro do Norte).
Sem se falar no Recife, minha educação sentimental, onde reinaram o Aritana, a rua da Guia, a Rio Branco e as mais incríveis meninas que amavam Buñuel e viam filmes de arte no cine Moderno. Luxúria completa.
Parabéns, moças, das calouras às bravas senhoras do parque da Luz, em SP, sinceros cumprimentos. Das luxuosas do New Sagitarius em BH à viração do Ladylaura, vizinho da estação ferroviária lá do Crato.
A melhor comemoração, porém, acontece no centro de João Pessoa, a Paraíba sempre na vanguarda da crônica de costumes. Hoje tem a 5ª Corrida da Calcinha. Um carnaval com profissionais e amadores, homens e mulheres, todos com uma provocante peça na cabeça, como touca. É ali na rua da Areia, perto do centro histórico. 
E fica uma pergunta: por que os homens, mesmo os que têm mulheres incríveis, mulheres maravilhosas, procuram as prostitutas ou garotas de programa? É uma pergunta tão antiga quanto a humanidade.
O viciado Jack Nicholson, o velho lobo do cinema, é, declaradamente um desses marmanjos. Pode ficar com infinitas amadoras, mas se derrete mesmo é com as profissas.
Parabéns a todas!

Caro Xico, porque são as mulheres mais honestas e diretas que existem, e porque precisamos delas para realmente nos encontrarmos com nossa essência de machos e canalhas!

Saudações canalhas e cafajestes, desligando para sair para a cidade e a noite, com intenções de comemorar o Dia das Prostitutas da forma adequada. 
 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Persistência - a chave do sucesso. E como as mulheres nos empurram para a canalhice

  Após um hiato auto-imposto, retornei ao meu pulgueiro favorito, ao antro de metal, rock, goticismo e outras doideiras  mais podre e notório do Centro da cidade, uma masmorra, como a chamo carinhosamente, que todos do meio do metal, gótico etc adoram criticar e denegrir mas nunca deixam de frequentar (eu incluso, claro). Bem, planejei um retorno triunfal: repetir uma das gloriosas noites em que "abati" três, quatro ou cinco, algumas ao mesmo tempo, ou em que pude ingressar no ápice do lugar e da noite: sua lendária dark room.
  Às três da manhã da ex-noite de retorno glorioso já tinha desistido de tudo isso, meus planos de caçador noturno esmagados pelo peso de minha consciência e auto-depreciação e pelos fracassos, quando a sorte não sorriu, mas literalmente me beijou, de uma forma que exigiu extrema presença de espírito, ligeireza no agir, algo que, modéstias à parte, este canalha adquiriu após mais de duas décadas de labuta em randevus, boates, noitadas, bares, camas de hotéis e motéis, bosques  e estacionamentos da USP e outros lugares mais lamentáveis e vergonhosos. E assim, pelos menos parte de meus planos se cumpriu e, vejam só, ainda provoquei um ataque de fúria e ciúmes em um patético sujeito! Que bela noite.
   Digno de registro é porque retornei ao antro antes que o prazo por mim estabelecido se cumprisse (de cinco a seis meses): duas damas me instaram a isso, sem o saberem e por motivos diversos. Uma,com a qual estou travando nada além de uma amizade colorida, foi tão insistente e pueril em seu desejo confesso que eu não mais frequentasse a masmorra, temendo que uma nova musa questionável, lá encontrada, tomasse seu precário posto, que me obrigou a retornar ao lugar, simplesmente para mostrar-lhe que a menor tentativa de me controlar terá resposta imediata e contundente.  A outra é uma amiga que conheci justamente no antro. Estávamos em conversa eletrônica e ela perguntou-me porque eu me ausentara tão longamente do querido muquifo. Ao dar os motivos ela meio que riu, repreendeu-me  e garantiu que minhas razões não eram sólidas nem corretas. Um pouco de reflexão bastou para que eu concordasse e decidisse retornar aos salões escuros e abafados da masmorra o quanto antes, o que ela apoiou de imediato.
Morais da história: 
1)As mulheres sempre levam o homem a descanbar para a canalhice, por acidente, ou mesmo por mais que intentem o oposto.
2)Mulheres, se querem começar a perder o homem com quem se relacionam seja qual for o tipo de relação, tentem mudá-lo, controlá-lo, é infalível, eu garanto!!!

Saudações canalhas e cafajestes   

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Descobertas feitas em mesas de bar e registradas em guardanapos - XVI

" A bunda das mulheres tem vida própria."

Do mais novo canalha colaborador deste blog, reflexão surgida após contemplarmos belas anatomias femininas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ainda a noite de sexta

 Há práticas, comportamentos, manias, patologias e filhadaputices tais que o ser humano pratica contra si mesmo e seus semelhantes(?), que causam  incompreensão monstruosa e esta coagula-se em alguns dos mais intensos e terríveis sentimentos: raiva, ódio e até puro horror; pois são coisas baixas, mesquinhas e previsíveis ( humanas, em suma) mas ao mesmo tempo tão absurdas que reagimos externando uma estranha mistura: a triste sabedoria de que assim são nossos irmãos e irmãs(?) de espécie, fundida ao horror, à recusa em aceitar que coisas tão vulgares são necessárias para que tantas infelizes tenham de se sentir mulheres de verdade, seja lá a porra que for isso, nestes tempos loucos e enlouquecedores.
 Se uma mulher é casada, bem casada e está feliz e satisfeita por desfrutar dessa condição, por que ela precisa ir a uma conhecida casa noturna da cidade, em que imperam azaração, conversinhas mal-intencionadas, pegação e trocas frenéticas de companhia? Para que os imbecis machos presentes sejam vítimas de seus encantos e ela possa, com um sorriso arrogante e detestável, mostrar sua superioridade e poderes de fêmea? Ora, putanas casadas que desfilam pela noite, se se orgulham tanto dos maridos que deixam sabe-se lá onde, porque precisam dos idiotas que estão em busca de mais uma trepada? O maridão não é o suficiente para fazer de vocês mulheres? Sua felicidade também depende dos idiotas de plantão? 

sábado, 7 de maio de 2011

A verdadeira e definitiva definição de piranha, de mulher desprezível

   Talvez este blog, esta tranqueira, pareça contra a liberação feminina, mas é exatamente o contrário. O escrevinhador disso aqui acredita piamente na igualdade entre homens e mulheres e que as fêmeas devem dispôr de seu corpo como bem desejarem.Assim, piranha, para este que vos escreve, não é a mulher que dá a torto e a direito, que usufrui de sua juventude e da plenitude de sua maravilhosa BUCETA(essa palavra, a mais bela da língua portuguesa, deveria sempre ser grafada em maiúsculas). Não, a mulher que dá muito não é uma piranha; piranha é a mulher que usa seu perfume, sua beleza, seu charme (linda morena que desfilava pelo Matrix, você nunca saberá que cantada estava prestes a receber, devido apenas a seu estonteante cheiro, e quer saber? Você não merece saber, você é desprezível e mais uma beleza que nasceu sincera se perderá por causa da mesquinharia inerente a nós humanos) para fazer os homens de idiotas, para enlouquecê-los e depois ostentar na cara de sua vítima um hipócrita símbolo de pureza, o hipervalorizado anelzinho de casada, e assim  sentir-se poderosa e acima de nós machos... Triste, muito triste, pois você nunca saberá a densidade das palavras forjadas apenas para você. Volte para seu lar confortável, mantido pelo trouxa que te sustenta.
( há outra postagem abaixo, não deixem de ler)

Friday night feeling

Colour me your colour, baby
Colour me your car
Colour me your colour, darling
I know who you are
Come up off your colour chart
I know where you're comin' from
Call me (call me) on the line
Call me, call me any, anytime
Call me (call me) my love
You can call me any day or night
Call me
Cover me with kisses, baby


Cover me with love
Roll me in designer sheets
I'll never get enough
Emotions come, I don't know why
Cover up love's alibi
Call me (call me) on the line
Call me, call me any, anytime
Call me (call me) oh my love
When you're ready we can share the wine
Call me
Ooo-oo-oo-oo-oo, he speaks the languages of love
Ooo-oo-oo-oo-oo, amore, chiamami, chiamami
Ooo-oo-oo-oo-oo, appelle-moi mon cherie, appelle-moi
Anytime, anyplace, anywhere, any way
Anytime, anyplace, anywhere, any day-ay
Call me (call me) my love
Call me, call me any, anytime
Call me (call me) for a ride
Call me, call me for some overtime
Call me (call me) my love
Call me, call me in a sweet design
Call me (call me), call me for your lover's lover's alibi
Call me (call me) on the line
Call me, call me any, anytime
Call me (call me)
Oh, call me, oo-hoo-hah
Call me (call me) my love
Call me, call me any, anytime